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O blog catita

ideias e comentários do dia-a-dia e do design

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22
Abr13

Novos comportamentos alimentares

«O acto de meter na boca o que a terra produziu é talvez a interacção mais directa que temos com a terra.»

Lappé, Frances (Ecologista norte-americano)

A alimentação, além, de corresponder a uma função vital, já não visa apenas recuperar um estado geral de saúde, mas também, conservá-lo e melhorá-lo. O alimento é o espelho de uma cultura, de uma sociedade, mas também do indivíduo e do seu corpo.

A alimentação na nossa sociedade, outrora um elemento carregado de toda uma tradição, ligada a um sistema de valores tradicionais está hoje em crise. A população perde as suas referencias colectivas e tradicionais para responder aos seus desejos pessoais e à sensação de realização através do consumo.

Outrora, o indivíduo consumia principalmente os produtos da sua região. Actualmente, a produção regional diminuiu, dando lugar a uma produção mais dispersa geograficamente. Esta produção tem tendência para se diversificar e especializar, ao ponto de criar pratos prontos para consumo após 5 minutos no microondas. O alimento torna-se internacional e pré-cozinhado. Daí, a dificuldade em conhecer aquilo que se consome.

A globalização e abertura das fronteiras, permitiu uma troca de informações e conhecimentos culturais, nomeadamente a gastronomia própria de cada país. È assim, que podemos encontrar no hipermercado alimentos de outros países, permitindo-nos explorar outras gastronomias.

 

O alimento é qualquer substância que, depois de ingerida e transformada, proporciona ao organismo a matéria e a energia de que precisa para se manter vivo e saudável.

Na antiguidade o homem consumia os alimentos crus começando depois a aquecê-los o que lhes alterou o paladar e a aparência. Por fim, cultivou-os ou fabricou-os. Hoje os progressos de estudo da química dos alimentos permitem-nos conhecer e avaliar as transformações sofridas até os alimentos passarem a substâncias aptas à absorção orgânica.

Em 1990 iniciou-se a tendência para o aumento do tipo de alimentação fast-food ao mesmo tempo que se generalizou um sentido ecologista e crítico a este consumo.

Existem formas alternativas de alimentação que procuram o seu lado mais saudável e essencial, como são exemplos o vegetarianismo e a macrobiótica.

 

  

O indivíduo quer reduzir ao máximo o tempo que dedica aos actos obrigatórios, contrários à sua vontade pessoal.

O desejo do indivíduo moderno consiste em passar o mínimo de tempo possível numa cozinha  ou a preparar refeições.

Deste modo, há que investir no acto de comer, voltando a considera-lo prazer e não, mais uma obrigação fisiológica.

Para contornar a questão do tempo disponibilizado na confecção das refeições há que envolver a família, estreitando as relações sociais, facto que se tem vindo a revelar complicado, devido ao diferentes ritmos dos elementos da família.

  

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