ideias e comentários do dia-a-dia e do design

06
Jun 13

Vivemos a era do triunfo do mercado, atribuindo-nos o estatuto de consumidores. Como tal, todos os dias repetimos ritualmente os aparatos do consumo.

No entanto, a sociedade em que vivemos conserva antigos modos de consumo à escala da rua, da vizinhança. A grande ameaça a essas velhas lojas são os grandes centros comerciais.

Existe uma tendência progressiva de concentrar em grandes superfícies a venda de todo o tipo de produtos. Os critérios são principalmente económicos: poupar custos ao vendedor e tempo ao comprador.

Será que os dois tipos de comércio conseguem viver simultaneamente?

 

Nos finais dos anos 80, aparecem os primeiros Pão de Açúcar, Continentes, Modelos, Pingos Doce, Minipreços...

As lojas de esquina e as mercearias começam a fechar. A estabilidade familiar dos comerciantes sofre perturbações, os filhos procuram sustento noutro lado e, assim, sem sucessores as lojas envelhecem e a clientela procura os locais da moda.

As aldeias, vilas e cidades estão a ficar descaracterizadas com o movimento de pessoas dos centros urbanos para as periferias, onde as máquinas de marketing os esperam com grandes áreas cobertas, lojas diversificadas, parques de estacionamento gratuitos, parques infantis, cinema etc., coisas que no comércio de rua não existem por falta de vontade, planificação e desenvolvimento.

Tudo é um espetáculo. Vende-se mais a imagem da mercadoria do que a própria mercadoria. O que ela proporciona em termos de significado, de valor simbólico é por vezes mais significativo do que a sua própria utilidade. È a lógica do parecer.

A loja é concebida como uma estratégia para criar necessidades a partir de um determinado produto.

Em Portugal, os novos estabelecimentos tiveram boa aceitação. Consideram um ambiente confortável e limpo,  resultando num acto de lazer. 

A abertura desenfreada de Centros Comerciais, cheia de empresas estrangeiras, está a asfixiar o Comércio Tradicional com o risco de perder dezenas de milhar de empregos na indústria transformadora.

As lojas pertencentes a cidadãos chineses que importam os seus produtos directamente da China, onde se trabalha 12 horas/dia, 6 dias/semana, 12 meses/ano, com salários extremamente baixos, é outra ameaça ao Comércio Tradicional.

As soluções passam pela “fidelização” de um consumidor selectivo - há que renovar e reconfigurar.

Revitalizar as áreas centrais, reforça a relocalização do comércio e induz novas dinâmicas sociais e actividades locais.

 

Para o consumidor, as novas formas de comércio trouxeram  vantagens, principalmente ao nível dos preços e da variedade dos produtos, serviço pós-venda, etc.

Para o Comércio Tradicional evoluir e resistir num mercado com tanta concorrência, precisa de ser dinâmico, inovador e eficiente.


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publicado por catita às 13:02

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